A coleta de dados do projeto foi realizada por meio de duas ferramentas digitais, sendo uma delas o LiteFarm, que requer acesso à internet e possibilita o registro sistematizado de informações sobre a gestão das unidades agrícolas por parte das próprias famílias agricultoras. Contudo, o processo também evidenciou desafios relacionados ao contexto de acesso à tecnologia na América Latina.¹ Durante a pesquisa, as famílias responderam algumas perguntas referentes ao acesso à internet e as respostas estão sistematizadas nos gráficos a seguir (Gráficos 31 e 32).
Procuramos entender qual o local onde as famílias costumam acessar a internet, quais tipos de rede de internet elas utilizam e como elas avaliam o sinal de telefonia celular em suas comunidades. Os resultados mostram que 88,8% das famílias possuem sinal de celular em suas unidades e 90% sabem utilizar smartphones. Apesar disso, a qualidade do sinal ainda representa um entrave: a maior parte dos entrevistados avaliou a qualidade do serviço como “mediano”.
Gráfico 31: Avaliação da qualidade do sinal de celular pelas famílias agricultoras (2025, N=285).
A maioria das famílias (299) acessa a internet em casa, enquanto poucas usam outros locais, como acesso comunitário (5), celular (4), casa de familiares (3) ou não têm acesso (3). Em relação ao acesso à internet nas unidades agrícolas, observa-se o predomínio da fibra óptica, seguida por conexões móveis sem antena, com antena e via rádio/satélite (Gráfico 32). Quanto à velocidade, a maioria relatou conexão de qualidade “mediana”, enquanto uma parcela menor possui internet rápida ou lenta (Gráfico 33).
Gráfico 32: Tipo de rede de internet utilizada pela família (2025, N=321).
Gráfico 33: Avaliação da velocidade da internet (2025, N=321).
Esses dados reforçam que, embora a tecnologia tenha potencial para apoiar a agroecologia, facilitando registros e contribuindo para a gestão agrícola, ainda persistem limitações estru-turais de acesso que representam barreiras para a inclusão digital de comunidades rurais.
Asociación de Productores Orgánicos (APRO)
Asociación Vivamos Mejor
Centro Campesino para el Desarrollo Sustentable, A.C.
Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro)
Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP)
Corporación Buen Ambiente (Corambiente)
Fundesyram
Movimento Mecenas da Vida (MMV)
Movimiento de Economía Social y Solidaria del Ecuador (meSSe)
Tijtoca Nemiliztli, A.C.
Inter-American Foundation (IAF)
Social Sciences and Humanities Research Council of Canada (SSHRC)
cepagro@cepagro.org.br